Simples Nacional
Fim do regime de caixa no Simples Nacional: empresa poderá tributar antes de receber
16/08/2026 · CDS Brand Venture · 4 min de leitura · Atualizado em 23/08/2026

Uma mudança do Simples Nacional pode ter impacto direto no fluxo financeiro das pequenas empresas.
A regulamentação prevê o fim da utilização do regime de caixa na determinação mensal da base de cálculo do Simples Nacional.
O que muda?
No regime de caixa, a receita utilizada na apuração acompanha os valores efetivamente recebidos.
Com a nova regra, o reconhecimento passa a estar relacionado ao faturamento da operação, conforme as regras estabelecidas pela regulamentação.
Isso pode criar uma situação importante.
Uma empresa pode emitir uma nota hoje, receber do cliente somente posteriormente e já precisar considerar aquela receita na apuração.
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Principalmente empresas que:
- vendem parcelado;
- recebem em 30, 60 ou 90 dias;
- trabalham com contratos longos;
- possuem índices elevados de inadimplência;
- dependem fortemente de capital de giro.
Por que o impacto não é apenas tributário?
Porque existe uma diferença entre faturamento e dinheiro disponível no banco.
Uma empresa pode gerar a obrigação tributária antes de transformar a venda em caixa disponível.
O que fazer?
Empresas que utilizam regime de caixa precisam revisar:
- fluxo de caixa;
- capital de giro;
- prazo concedido aos clientes;
- inadimplência;
- política comercial;
- contratos.
A mudança produz efeitos em 2027.
Leia também: a escolha entre Simples e regime regular de IBS/CBS e a obrigatoriedade da NFS-e Nacional.
Fontes e referências oficiais
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